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VALE E PETROBRÁS EM EXTREMOS OPOSTOS NAS CARTEIRAS DE FEVEREIRO

VALE E PETROBRÁS EM EXTREMOS OPOSTOS NAS CARTEIRAS DE FEVEREIRO

O pessimismo internacional sobre o mercado brasileiro tornou mais árdua a tarefa das corretoras de valores de selecionar ações e recomendá-las aos clientes. Em dez carteiras recomendadas pelas corretoras para fevereiro, consultadas pelo GLOBO, a saída da maioria dos estrategistas foi buscar empresas beneficiadas pela valorização da moeda americana ou com expectativa de balanços positivos ao longo do mês.

O papel mais mencionado no mês foi o da Vale: as ações preferenciais (PNA, sem voto) da mineradora estão em dez das dez carteiras. Já os papéis preferenciais da Petrobras apareceram em apenas uma carteira, a menor quantidade desde fevereiro de 2011, quando o GLOBO começou a publicar as recomendações das corretoras para o mês, apesar de as ações da companhia estarem nos menores preços desde 2005, cotadas a R$ 14,45.

Na XP Investimentos, as ações da Vale são recomendadas para fevereiro porque o mercado já teria “colocado” no preço das ações a desaceleração da China. Além disso, a valorização do dólar pode ajudar os resultados da mineradora, que tem “parte relevante das despesas e custos em real e a grande maioria de suas receitas em dólar”.

“A Vale dispensa apresentações. Em suma, ela tem como principal produto o minério de ferro e a Ásia como principal mercado. A empresa possui vantagens competitivas importantes, seu minério de ferro de elevada qualidade propicia a captura de margens e rentabilidade elevadas em suas operações”, avaliou a corretora, em relatório.

Já a Petrobras segue de fora da maioria das carteiras recomendadas. Segundo Roberto Indech, responsável pela área de estratégia da Octo Investimentos, a empresa continua pressionada pela defasagem dos preços dos combustíveis, que superaria 10%. Ele culpa as intervenções do governo na companhia pelas perdas dos papéis nos últimos anos.

- Existe uma ineficiência que não permite à empresa bater suas metas de produção - diz Indech, lembrando que, no ano passado, a produção de petróleo e gás natural da empresa no país recuou 2,5%, para uma média de 1,93 milhão de barris por dia (bpd). - Faltam notícias positivas para as ações voltarem a andar.

Fonte: Extra Online